|
Terça-feira, Abril 29, 2008
Às vezes você acorda com um ânimo tão grande que chega a ser insuportável. Daqueles que você não sabe de onde veio. Leva o dia naquele pique sorridente. Não se importa com nenhuma das notícias horríveis do jornal. Não consegue fingir tristeza, nem quando um amigo está na pior. Não sente preguiça pra malhar. Não vê a hora passar enquanto trabalha. Não precisa olhar no espelho, pois se sente linda. Não tem dificuldade para lembrar das coisas. Não se incomoda com gente mesquinha e invejosa. Não tem que dar satisfação para ninguém. Não precisa sofrer para entrar naquela calça jeans. Não faz muito esforço para conseguir fazer tudo de maneira excelente. E não tem a mínima idéia, nem se importa com o que pode acontecer no minuto seguinte. Aí é que as coisas desandam. Um pinguinho no seu céu de brigadeiro traz uma tempestade cheia de tufões. Imprevisível e desastrosa. Há dias em que a vida é linda, leve e solta. Simplesmente perfeita. Há dias que "não". Simplesmente não.
Rabiscado por
Terça-feira, Abril 29, 2008
To lendo aindaaa!!
Piscou os olhos. Andou pela casa, como se a tivesse visitado em um passado distante. Achou estranho a flor não estar fresca. Havia murchado. Olhou o vaso, irriquieta, pensando ter esquecido da água. Estava muito calor. Matou um botão de rosa, por esquecimento. Sua mãe iria ficar irritadíssima. Afinal, sua obrigação, além de estudar, era também de cuidar das plantas da casa. Por sua culpa, a rosa vermelha estava agora em tom de carmim envelhecido, como um papel enrugado pela chama do fogão. Não se conformava. Lembrava perfeitamente de ter colhido a rosa no jardim de sua vizinha e tê-la colocado no vaso, linda e juvenil. Olhou pela janela. Seria muita cara de pau buscar outra flor no jardim alheio. Foi caminhando em direção à porta, hesitante. Parecia estar esquecendo de mais alguma coisa. Estava vestindo uma camisa esquisita, que não era exatamente sua. Ficou um pouco surpresa. O sono deve ter sido realmente muito pesado. Sorriu. A noite certamente foi boa. Sentou-se na sala, disposta a lembrar o quê tinha acontecido. Foi quando notou um porta-retrato novo em cima da mesa. Era de um senhor grisalho, de ótima aparência. Achou-o parecido com alguém, mas não sabia dizer quem. Sua mãe deveria conhecê-lo. Ou seu pai. Perguntaria a eles depois. Colocou o porta-retrato no lugar. Havia um envelope ao lado. Resolveu abri-lo. A carta já estava rasgadinha na borda. Alguém já o devia ter aberto. Por um momento, hesitou em ler o que estava escrito. Puxou a carta, mesmo assim. Seu nome aparecia como destinatário. Aparentemente, um exame de laboratório. Não sabia ao certo. Muitos números juntos. Ao final, uma frase inacreditável: “expectativa de vida em dois dias, dez horas, trinta e quatro minutos e vinte e um segundos”. Só poderia ser uma piada. Olhou a data. Primeiro de abril de dois mil e setenta e nove. Claro que era uma piada. Por curiosidade, olhou o relógio. Eram dez e quatorze da manhã. Deu uma gargalhada nervosa. Devia ser obra de seu irmão. Ele adora fazer piada com todos. Decidiu ir até a floricultura. Se tivesse sorte, poderia voltar com uma nova rosa antes de sua mãe chegar do trabalho. Subiu as escadas até o quarto. Estava ofegante. Abriu o armário. Procurou uma calça jeans, mas não encontrava nenhuma. Talvez estivessem para lavar. Pegou um vestido qualquer e colocou-se diante do espelho. Levou um susto. Quase morreu do coração. Não reconhecia seu próprio rosto. Será que havia trocado de corpo com alguém? Será que seus óculos estavam assim tão sujos? Aproximou-se do espelho. Reconheceu seu olhar. De repente, um nó na garganta e uma vontade súbita de chorar. Emocionou-se. Estava velha. Sua pele não possuía mais o viço de antes. Deu-se conta que o corpo também não era o mesmo. Colocou o vestido, mesmo assim. Perfumou-se. Passou batom. Pôs seus brincos de brilhantes, uma pulseira de ouro e diversos anéis, dos quais gostava. Não se conformava por não ter percebido antes. Por não ter feito aquela viagem naquele ano. Por não ter dito aquilo que queria em certa ocasião. Por não ter feito aquilo que desejava fazer em um determinado dia. Às dez e trinta e quatro morreu, sentada na poltrona de seu quarto, em frente à janela. Estava abraçada àquele porta-retrato, cuja fotografia antes não havia reconhecido. Seus últimos pensamentos foram doces. Estava contente por ter lembrado do único e grande amor de sua vida. Daquele senhor simpático e grisalho. Dos filhos que tiveram. Dos episódios tristes e alegres. De sua felicidade grandiosa juntos. E de seu anseio em juntar-se a ele, algum dia, entre as nuvens brancas do céu e o negro infinito do universo.
Rabiscado por
Terça-feira, Abril 29, 2008
Bons tempos que todomundo quase tinha blog!! uhauhauaa
Amanhã a noite o Juridicos Bus saii...My God!!
Num sei se estou esquecendo de levar nada!! Tem alguma coisa que tá me dando uma super vontade não ir...Embora eu queira ir!! Deve ser a tal da previsão de tempo frio!!
Tomara que meu celular pegue lá...falando nisso......zzzzzzzzz.....eu tinha que ter saido hj comprar um ddd 11 =/
Agora já foi!! o tempo tá ficando estranhoooo!! cara de chuva! boa pra dormir e eu tenho aulaaa!! Veryyyy Coooll
Quando voltar coloco as fotos aqui!! Pq meu orkut já já vai pro brejo!! uhauahuaha
Fui ;)
Rabiscado por
Terça-feira, Abril 29, 2008
Muitooo Bommm!! ;)
Time machine
Ele estava ali, bem na sua frente. Naquele café que vocês se beijaram pela primeira vez. Fazia muito frio. O ar gelado contrastava com a luz do sol brilhante e o céu azul turquesa. Coincidentemente, você estava usando aquele casaco longo de couro e lã que ele adorava. Você estava linda e confiante. Será que ele a estava seguindo? Parecia que sim. Ele estava batendo a perna no chão, como fazia quando estava ansioso. Você estava doida para ir atrás dele, mas queria ele no chão só mais um pouquinho. Só para que ele implorasse. A oportunidade era agora ou nunca. Você deu um sorriso maroto, levantou-se, empinou o nariz, fez cara de má, colocou seus óculos escuros chiquérrimos e começou a caminhar como se estivesse em uma passarela. Deslumbrante. Estava decidida. Esbarrou com um pouco de força, mas graciosamente, no braço dele. Soltou um suspiro de dor e surpresa, abriu a boca para um sonoro "ai", virou o rosto de lado, jogou os longos cabelos negros e cintilantes para trás, colocou a mão nos óculos e os inclinou para cima, de modo que seus olhos perfeitamente contornados de preto ficassem minimamente visíveis. "É você?", disse. Recolocou os óculos. "E eu achando que hoje o dia estava ótimo... acabou de ficar péssimo.", continuou. "Que cara é essa, de cachorro perdido? Está sozinho?", perguntou com desprezo, embora estivesse com vontade de agarrá-lo. "Na verdade, não.", ele falou. "Agora estou com você...", ele completou. Antes que o sujeito pudesse abrir a boca para completar a frase, você emendou: "Ah, mas a sua sorte vai durar pouco. Eu já não lhe falei que não o quero de volta? Você já não está cansado de ficar correndo atrás de mim? Já não lhe disse que não aceito suas desculpas furadas? Que você não significa nada para mim?". Aquelas palavras saíram do fundo de seu coração ferido. Disse tudo aquilo com um ar superior, enquanto disfarçava o misto devastador de ódio e paixão que invadiam seu corpo. Ele abriu os olhos, abaixou a cabeça, deu um sorrisinho de lado e calmamente repetiu: "Agora estou com você, porque você fez questão de levantar a bunda daquela cadeira ali (apontou com o dedo) e vir aqui esbarrar, de propósito, em mim. Mas, na verdade, eu estava esperando a Gigi...". Ele olhou atrás de suas costas e você se virou. A Gigi era uma loira esguia, com um sorriso impecável e toda simpática (daquelas que fazem você ficar com raiva). "Gigi, venha cá!", ele falou. "Gigi, essa aqui é uma conhecida... hmmm, me desculpe... como é mesmo o seu nome??". Você queria matá-lo. Você não conseguia esconder sua respiração afoita. Sua ira. Sua vontade de gritar e sair correndo. Sua vontade de grudar nos fartos cabelos loiros da Gigi e arrancá-los todos. Você cerrou os lábios, engoliu o orgulho, virou as costas e saiu. Quase em disparada. Totalmente humilhada. Se arrependimento matasse, você já estaria em estado de putrefação. Foi quando seu salto ficou preso em um bueiro e você caiu. Caiu direto em seu próprio corpo, deitada no sofá. Aliviada, decidiu que da próxima vez que o visse, iria fechar os olhos, respirar fundo e contar até dez. Estava tudo claro agora: cabeça fria seria a melhor solução até que alguma mulher desesperada finalmente inventasse uma máquina do tempo.
Rabiscado por
Terça-feira, Abril 29, 2008
O Telefone
Você está lendo aquele texto chato, mas necessário. Necessário para passar os minutos menos apreensiva. Ou mais. Levanta de cinco em cinco minutos como se tivesse algum tique nervoso. Daqueles que contaminam tudo e todos. Verifica toda a fiação existente na casa, não importa se ela está conectada ao que lhe interessa. Lê mais alguns parágrafos e as palavras insistentemente se recombinam em sua mente. Tudo o que você lê parece possuir um "tê", três "ês", um "éle", um "éfe", um "ó" e um "ene". Você até escuta "trim-trim" vindo das páginas à sua frente. A cada conjunto de palavras, você percebe repetições que revelam números insidiosos. Números que apontam um destino inevitável: o teclado do telefone. Você resiste. Afinal, você não o vê somente há algumas horas. Se você ligar agora, ele vai acabar pensando que você é uma espécie de maníaca. Você se concentra e tenta se controlar. Trinta dolorosos minutos se passam. Agora as palavras parecem estar carregadas de ironia. Todas têm "érres": a primeira letra do nome dele. Imagine, então, se a "Leidi Murphy" estivesse sentada ao seu lado. O telefone toca. Você dá um grito. Susto, claro. Você não esperava por isso. Sorri e atende, com a voz mais meiga do mundo. Totalmente cheia de amor para dar. Do outro lado da linha, o Caco, seu vizinho de sete anos, perguntando se seu irmão mais novo pode sair para brincar de rolimã na rua...
Rabiscado por
Terça-feira, Abril 29, 2008
* Say My name- Destiny´s Child
Rabiscado por
Quinta-feira, Abril 17, 2008
"Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida".
"Amor: uma perigosa doença mental".
Rabiscado por
Quarta-feira, Abril 16, 2008
"Os que muito falam, pouco fazem de bom."
"Ó doçura da vida. Agonizar a toda hora sob a pena da morte, em vez de morrer de um só golpe".
"É uma infelicidade da época que os doidos guiem os cegos".
"Sinto a fúria de suas palavras, mas não entendo nada do que você diz."
"Nunca poderá ser ofensivo aquilo que a simplicidade e o zelo ditam."
"O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria."
"É estranho que, sem ser forçado, saia alguém em busca de trabalho."
"A mulher que não sabe pôr a culpa no marido por suas próprias faltas, não deve amamentar o filho, na certeza de criar um palerma."
"Quem não sabe mandar deve aprender a ser mandado."
"Sábio é o pai que conhece seu próprio filho."
"As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos."
"Homens de poucas palavras são os melhores homens."
"O cansaço ronca em cima de uma pedra, enquanto a indolência acha duro o melhor travesseiro."
"Até mesmo a bondade, se em demasia, morre do próprio excesso."
"Vazias as veias, nosso sangue se arrefece, indispostos ficamos desde cedo, incapazes de dar e de perdoar. Mas quando enchemos os canais e as calhas de nosso sangue com comida e vinho, fica a alma muito mais maleável do que durante esses jejuns de padre."
"Sem saber amar não adianta amar profundamente."
"Algumas quedas servem para que nos levantemos mais felizes."
"Quanto mais fecho os olhos melhor vejo;
o dia todo vi coisas vulgares;
mas quando durmo em sonho te revejo;
pondo no escuro luzes estrelares;
tu, cuja sombra faz brilhar as sombras;
pois tanto brilho no negror produzes?
Como podem meus olhos abençoados;
assim te ver brilhar em pleno dia;
quando na noite escura deslumbrados;
dentro de fundo sono eu já te via?
Meu dia é noite quando estás ausente;
e a noite eu vejo o sol se estás presente."
"Mal usada, mesmo a mais dura faca perde o fio."
"Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio."
"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos."
"Não há nada bom ou nada mau, mas o pensamento o faz assim."
"A vida é muito curta! Passar esse momento de forma vil seria um desperdício."
"A verdade nunca perde em ser confirmada."
"Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te."
"Acontece que, para ter o que desejamos, é melhor não falar do que queremos."
"O demônio pode citar as Escrituras para justificar seus fins."
"Quem se compraz de ser adulado, é digno do adulador."
"A ambição deveria ser feita de pano mais resistente."
"Os homens têm morrido de tempos em tempos - e os vermes os devoravam, mas não foi por amor."
"Ó poderoso amor! que por alguns respeitos transformas um animal em homem e por alguns outros, tornas um homem em animal."
"Um indivíduo pode sorrir, sorrir, e ser um vilão."
"A beleza persuade os olhos dos homens por si mesma, sem necessitar de um orador."
"A beleza atrai os ladrões mais do que o ouro."
"Que jamais cresça em meu peito um coração que confie num juramento ou numa afeição."
"Dê a todas pessoas seus ouvidos, mas a poucas a sua voz."
"Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colméia com medo das picadelas das abelhas."
"Deixe vir o que me aguarda."
"É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada."
"A desconfiança é o farol que guia o prudente."
"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente."
"Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são."
"As paixões ensinaram a razão aos homens."
"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que poderia ser nosso pelo simples medo de tentar."
"O sono é o prenúncio da morte."
"Nós somos feitos do tecido de que são feitos os sonhos."
"É melhor um tolo espirituoso do que um espírito tolo."
"'Consciência' é uma palavra usada pelos covardes para incutir medo aos fortes."
"O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume."
"Ninguém poderá jamais aperfeiçoar-se, se não tiver o mundo como mestre. A experiência se adquire na prática."
"A glória do tempo é acalmar os reis em conflito."
"Não chegarão ao ouvido do Eterno as palavras sem sentimento."
"Quase sempre as mulheres fingem desprezar o que mais vivamente desejam."
"Devagar! Quem mais corre, mais tropeça!"
"Ninguém sabe a dor ou a delícia de ser se não é."
"A lealdade dá tranquilidade ao coração."
"Nossas vidas não contém um minuto, um só, que deva passar sem nos deixar qualquer ventura"
"Nascidos, choramos por nos vermos neste imenso palco de tolos."
"O amor é meramente uma loucura e, na minha opinião, merece uma casa escura e um chicote, como os loucos; a razão pela qual os amantes não são assim punidos curados é que a loucura é tão comum que os homens do chicote amam também.
Shakespeare
Rabiscado por
*Esse
layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*
|